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Uphold corta 17% da equipe global e aumenta foco em clientes empresariais

Plataforma de ativos digitais afirma que redução de 85 postos acompanha menor atividade de varejo e expansão de serviços para bancos, fintechs e corretoras.

Por Redação FirstNews · Publicado em 13/08/2026 às 21:25
Ambiente de negociação de criptoativos, imagem relacionada ao setor de exchanges
Imagem: Arutoria / Wikimedia Commons — Creative Commons

A plataforma de ativos digitais Uphold reduziu aproximadamente 17% de sua força de trabalho global. Segundo informações divulgadas pela empresa à CoinDesk, 85 pessoas entre funcionários e contratados foram afetadas.

A companhia atribuiu a decisão a uma mudança de alocação de recursos: enquanto a atividade de negociação de varejo enfraqueceu, a demanda de bancos, fintechs e corretoras por infraestrutura de ativos digitais cresceu.

Empresa diz que não está deixando mercados

A Uphold afirmou que não pretende fechar escritórios e continuará atendendo clientes no Reino Unido, Europa e outros mercados. O corte foi apresentado como uma recalibração após anos de expansão do quadro.

A estratégia mostra uma tendência importante no setor: empresas originalmente focadas no investidor de varejo tentam ampliar receitas recorrentes oferecendo infraestrutura para outras companhias.

Mercado de varejo perdeu ritmo

Períodos de menor volume de negociação costumam pressionar receitas de plataformas que dependem de taxas por transação. Em ciclos anteriores, exchanges e fintechs cripto também reduziram equipes quando o volume caiu.

Ao mesmo tempo, serviços empresariais podem ter contratos mais previsíveis e menor dependência de oscilações diárias do mercado.

Cortes não indicam por si só saída do setor

A redução de pessoal é um sinal de ajuste operacional, mas não significa necessariamente que a empresa esteja abandonando ativos digitais. O próprio CEO Simon McLoughlin disse manter confiança de longo prazo em blockchain e cripto.

Para o setor, o movimento da Uphold será acompanhado como teste de uma estratégia que troca parte do crescimento de varejo por infraestrutura para instituições.

Fontes consultadas