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Coreia do Sul lança plano tecnológico com meta de pouso na Lua e computador quântico

Estratégia Seven Major SEED reúne metas para computação quântica, espaço, energia, biotecnologia e materiais estratégicos até a próxima década.

Por Redação FirstNews · Publicado em 13/08/2026 às 21:29
Lua cheia, imagem relacionada à meta sul-coreana de pouso lunar prevista no plano tecnológico SEED
Imagem: Gregory H. Revera / Wikimedia Commons — CC BY-SA

A Coreia do Sul apresentou uma estratégia nacional para criar novos motores de crescimento além de semicondutores e inteligência artificial. O plano, chamado Seven Major SEED, reúne projetos de longo prazo em computação quântica, espaço, energia, biotecnologia e materiais críticos.

Segundo a Reuters, o governo sul-coreano estabeleceu metas como desenvolver um processador quântico doméstico de 100 qubits até 2029 e realizar um pouso na Lua em 2030. O país também pretende avançar em pequenos reatores modulares, fusão nuclear e tecnologias de interface cérebro-computador.

Tecnologia como política industrial

A iniciativa parte da avaliação de que o atual ciclo de expansão de semicondutores e IA deve ser usado para financiar e preparar setores que podem ganhar importância econômica e estratégica na próxima década.

Na área espacial, o plano prevê não apenas a missão lunar de 2030, mas também uma segunda missão em 2032 e a construção de uma rede própria de comunicações por satélite até 2035.

Energia, biotecnologia e materiais críticos

A estratégia inclui a implantação comercial de pequenos reatores modulares desenvolvidos no país até 2035, além de projetos em fusão, energia solar, eólica e hidrogênio. Em biotecnologia, o governo quer combinar automação de laboratórios e inteligência artificial com novas terapias.

Outro eixo é a segurança da cadeia de suprimentos. A Coreia do Sul pretende ampliar estoques estratégicos e investir em materiais e equipamentos considerados críticos para a indústria.

Metas ambiciosas ainda dependem de execução

Os prazos anunciados transformam o SEED em uma agenda de longo prazo, e parte dos objetivos depende de avanços científicos que ainda não estão garantidos. Mesmo assim, o plano mostra como governos estão incorporando tecnologias emergentes à política industrial e à segurança nacional.

Fontes consultadas